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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Rótulos, enlatados e gerações...
            Produtos que somos de uma época onde a massificação da cultura (entendida como tudo que é humano) reina, não é prudente deixar de lado a reflexão acerca dos meios de defesa social que se impõem na dinâmica da afirmação das identidades individuais e de grupo...
Bom, passou a parte chata... Na verdade gostaria de falar um pouco sobre a insistência pedante, ridícula e sem fundamento que algumas pessoas – muitas – têm em menosprezar a dita “massificação dos comportamentos”.
Para tanto, alguns chegam com toda a sua pompa de power ranger das gerações perdidas e regurgitam as suas impressões, rotulando de alienados e consumistas todos os pobres mortais que não fazem parte do seu limitadíssimo círculo, mostrando como estes hereges estão presos a padrões estéticos e “enlatados” impostos pelo grande satã da mídia ocidental. Pois bem, será que essa homogeneização dos comportamentos é uma particularidade dos dias apocalípticos em que padecemos?
Ora, na humilde opinião deste desocupado que vos fala isso não passa de um comportamento estúpido baseado em uma imensa insatisfação com não sei o que e vinda não sei de onde (talvez Freud explique). Tudo bem, algumas vezes sai uma crítica aqui ou ali, todos nós temos mal humor... Mas daí a sair desdenhando cada um que passa por questões de estilo? Façam-me o favor! Digo isso porque muitos destes bastiões da sabedoria se esbaldam em seus pequenos luxos, em seus pequenos “modismos” e “comportamentos massificados”, além de não se moverem um centímetro para mudar o que realmente importa (pauta que não será abordada, pois, a pesquisa sobre o tema “O que realmente importa” ainda está em andamento).
 Portanto, gostaria de salientar que existem os mais diversificados modismos, incorporados pelas mais diversas pessoas, que possuem as mais diversificadas personalidades. É óbvio que todos nós vivemos em um mundo integrado, desigual, consumista, capitalista, politicamente e ambientalmente incorreto, terrorista, ditador... Características estas que resultam em uma massificação dos comportamentos... Etc., etc., etc... (bla, bla, bla)ºº... Entretanto, passada a justificativa sócio-político-econômico-cultural-ambiental, que é a arma usada pelos defensores da irredutível personalidade individual e intransferível, permito-me afirmar que rótulos e enlatados são apenas artifícios para identificação e não verdades absolutas que revelam toda a essência do ser em questão. Prova disso é que, após exaustiva pesquisa de campo, nossa equipe fez uma tipologia de algumas "tribos" que nos circundam. Em poucas linhas poderemos identificar vários de nossos concidadãos, que não necessariamente são maus, imbecis, alienados ou ameaçadores de uma pretensa ordem social ideal vigente. Estes indivíduos estão apenas se manifestando enquanto parte integrante de grupos variados que, em nossa breve tipologia, serão divididos por seus kits básicos de sobrevivência:
a) A intrépida classe Intelectual - Masculino: camisa xadrez, calça jeans velha, tênis all star, com o cabelo variando de careca a dread ou mesmo usando uma boina. Feminino: saia hippie bem longa e florida, rasteirinha, com as variações as mais inimagináveis na cabeça. Itens unissex: óculos de armação de plástico bem grosso e um livro de mais ou menos 1000 páginas que eles jamais lerão.
b) A famosa estirpe dos Playboys - Mauricinho: camisa, calça, tênis, óculos, cueca, meia, perfume, enfim, tudo de uma grife bem cara.  Paty: blusa, calça, saia, vestido, calcinha, sandália, óculos e acessórios, todos obviamente de grife e da moda primavera/verão, outono/inverno do ano.
c) A pesada casta dos Metaleiros: calça jeans rasgada, camisa preta de banda, tênis surrado. Os itens valem para ambos os sexos e para qualquer temperatura.
d) A melodiosa banda dos músicos: nunca se sabe quem é o músico e quem é o instrumento.
e) A sarada equipe dos esportistas: aff... É difícil acompanha-los... Continue a nadar...
Obs: pesquisa feita por amostragem pelo IBRAPET – Instituto Brasileiro de Pesquisas Etílicas.
            Enfim, após esta breve digressão a título de exemplos tão significativos, gostaria de concluir salientando a importância da tentativa de se ler corretamente os rótulos e ver o que realmente existe no interior dos enlatados para que não julguemos “gerações” e “tribos” por aquilo que elas têm de mais comum e humano: a necessidade de constituição e de afirmação dos grupos. Pratiquemos a tolerância... 

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